Museu Etnográfico da Imigração Polonesa

Museu-Etnográfico-da-Imigração-Polonesa-Cruz-Machado-Santana-6O Museu Etnográfico da Imigração Polonesa está localizado no distrito de Santana, na cidade de Cruz Machado (PR), aproximadamente 17 quilômetros do centro da cidade. O Museu que foi construído em 1995 com a ajuda da comunidade, contêm fragmentos históricos que retratam a história dos imigrantes poloneses que chegaram ao município em 1911.

Construído em estilo polonês, o museu expõe objetos relacionados com a história da imigração e também da história do falecido padre Daniel Niemiec, que foi quem idealizou o projeto do museu. Além do museu, a estrutura ainda conta com uma casa típica polonesa, as butkas (moradias de 3x4m), igreja e o local de trabalho representado por objetos e ferramentas utilizadas na época.

A idealização do museu e demais construções foram planejadas e projetadas pelo padre Daniel. A Irmã Madalena Valenga conta que quando o padre Daniel chegou havia uma igreja velha, que estava amarrada com cordas para não cair. Imediatamente ele arquitetou uma nova igreja e, em seguida, deu início ,às construções do museu. “Ele sempre se preocupou com a cultura humana, política e cristã de toda a comunidade”, conta.

Descendente de imigrantes poloneses, cantor, compositor e amigo do padre Daniel, Sigismundo Gaias, popularmente conhecido como Zico Gaias, acompanhou todo o processo da construção do museu. Ele relembra que o pároco chegou na comunidade com a pretensão de desenvolver trabalhos em prol da comunidade polonesa. “Ele sempre dizia que um povo sem memória é um povo sem história, mas nós temos histórias. Ele se preocupou em preservar a cultura e a tradição polonesa”, recorda.

Gaias explica que o museu foi construído, principalmente, com o apoio da comunidade. Eram realizados mutirões, em que cerca de 30 a 40 homens trabalhavam na construção, sem nenhuma remuneração em troca. “Graças ao incentivo do padre Daniel, a cultura polonesa é preservada através do museu”, explica.

Durante o processo de construção, Gaias recorda que o padre contava com ajuda de instituições estrangeiras, dos políticos, porém a maior ajuda foi dos moradores locais. “Era ele que idealizava a planta, era o mestre de obras, realizava todas as suas ideias, mas sempre contando com o apoio e a ajuda da comunidade”, comenta.