Como combater o abuso sexual à crianças e adolescentes?

Com o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira e convoca-la para o engajamento contra a violação dos diretos sexuais de crianças e adolescentes, 18 de Maio foi estabelecido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso  e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Conforme dados divulgados pelo Disque Direitos Humanos, apenas no ano de 2014 foram registradas 24.575 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. Cruz Machado não esta fora destes índices e ao contrário do que se imagina o índice em nosso município é alto e vem crescendo a cada ano. É preciso agir e todos os cidadãos devem fazer sua parte.

Segundo estimativas, 1 a cada 5 crianças sofre abuso sexual e somente 1 em cada 10 casos o abuso é relatado. O mais preocupante é que 87% do casos acontecem envolvendo membros da própria família ou de convivência da criança. Conforme demonstram levantamentos a faixa etária de maior risco é de 5 à 12 anos e as mais vulneráveis são crianças sem educação sexual, independente de etnia, classe social, cultura e sexo. Sim, meninos também sofrem violência sexual.

Para evitar que o abuso aconteça é preciso conversar e muito com as crianças, diálogo é sempre a melhor solução. Confira algumas dicas:

– Converse com a criança, ensine a ela os nomes apropriados das partes do corpo; ensine as “partes privadas” do corpo e a dizer NÃO a qualquer oferta sexual e dê a elas respostas diretas as perguntas sobre sexo de forma apropriada para sua idade;

– Ensine que ninguém pode tocar ou olhar para ela de forma desagradável ou que a incomode, mesmo quando da família;

– Nunca deixe a criança sozinha e fora do seu alcance, NÃO PERMITA que vá comprar algo sozinha, que vá ao parquinho sozinha, ou a banheiros públicos, não deixe que se distanciem de casa;

– Cuide para que qualquer pessoa não entre na sua casa, porque na maioria das vezes o abusador é uma pessoa aparentemente normal e querida pela criança;

– Para os pais que necessitam que outro adulto cuide de sua criança, conheça BEM a pessoa que cuida e peça sempre para que pessoas da sua confiança observem esses cuidados, tais como vizinhos e familiares;

– Ensine a criança a não aceitar dinheiro, ou favores de estranhos e a nunca passear com alguém que não conhece, mesmo sendo criança. Peça que sempre conte para você qualquer situação. Procure criar um vínculo de confiança com a criança para que ela sinta-se segura para lhe contar.

– Não obrigue seu filho a beijar ou abraçar pessoas que não desejam fazê-lo, pois assim ensinamos que devem sempre obedecer a pessoas adultas, contribuindo para facilitar um possível abuso;

– A internet é uma porta de entrada para abusadores, o uso deve ser sempre supervisionado. Busque saber com profissionais qualificados a idade correta para inserir a internet na vida de uma criança;

– Acredite sempre no relato da criança, pois é muito difícil que ela conte mentiras ou fantasie sobre o abuso sexual;

– E NUNCA esqueça, CRIANÇA NÃO NAMORA nem de brincadeira! Dessa forma você estará incentivando a erotização precoce e comportamento inadequados à sua idade.

O cidadão que suspeitar ou tomar conhecimento que uma criança ou adolescente está sendo vítima de abuso sexual tem o dever de denunciar. A denuncia pode ser feita no Conselho Tutelar pelo 3554 1900 ou plantão (42) 9 9127 1640, pelo disque 100, ou até mesmo para um profissional de confiança. A pessoa não precisa se identificar se assim preferir.

O CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes juntamente com Rede de Atendimento e Proteção a Crianças e Adolescentes do nosso município realiza diversas ações de enfrentamento em nosso município, como informativos aos pais, atividades com as crianças de orientação de autoproteção, sinais de alerta e canais de denúncia.

Ao decorrer do ano diversas atividades serão desenvolvidas para os pais, profissionais da saúde e da educação, agentes comunitários, conselheiros tutelares, assistentes sociais e educadores sociais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

A proposta é de mobilizar, sensibilizar e informar os profissionais que integram a rede de proteção e atendimento as crianças e adolescentes do nosso município para desta forma fortalecer a luta em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes com ações de prevenção, atendimento digno e humanizado a vítimas de violência sexual, através de todo trabalho realizado dar condições a esses profissionais de identificarem possíveis situações de violência para que juntos possamos agir na responsabilização do abusador bem como no atendimento mais efetivo a vítimas de violência sexual, afim de evitar danos maiores a sua integridade física e emocional.

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